Primeira lição


 Quando adotamos um gatinho bebé, adotamos uma bola de energia que quer expandir, misturar-se com o ambiente que o rodeia. Explora. Quebra regras.Testa limites. Erra, e torna a errar. Aprende e cresce. Dada a sua natureza, independentemente da sua personalidade, é mais recetivo nas interações connosco e permite muito mais de nós. 

Quando adotamos um gato sénior as coisas mudam de figura. A sua personalidade e vivências têm um papel na forma como vamos interagir com ele. Aqui, não vamos ensinar nada, como com os gatinhos. Aqui aprendemos. Aprendemos que há momentos para tudo. Aprendemos que há limites que não podemos ultrapassar. Aprendemos a esperar, a ser pacientes. Aprendemos a conquistar a confiança. 

Um gato sénior tem as suas idiossincrasias. E não se adaptam a nós. Somos nós a fazer essas cedências. E aos poucos mostramos ser merecedores de avançar um pouco mais na linha dos seus limites, a entrar mais um pouco no espaço só dele. Porque ele permite. Porque ele decide assim. Porque ele confia nas nossas intenções e permite-nos o privilégio. Conquistar a confiança de um gato sénior que cresceu longe de nós e que só agora nos conhece é mesmo isso. Um feliz, entusiasmante, privilégio.

Cada dia que passa, desde o dia que trouxe o Sam para casa, é uma conquista. De espaço, de confiança, de amor. 

Adotar um gato (bebé ou não) é uma maravilha. 

Adotar um gato sénior é uma maravilhosa oportunidade.

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